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segunda-feira, 17 de março de 2014

Book Survey

Cof cof cof *Juliana espana o pó de cima da mesa, coloca a máquina de escrever no lugar e começa a digitar (ou seria datilografar?)*

O meme que eu vou responder hoje é sobre hábitos literários e ele não me foi passado por ninguém em específico. Eu só fiquei com vontade de responder mesmo. Encontrei ele nesse blog aqui: Quase Inédita

Primeiro porque quando se trata de ler, sou cheia de manias.

Segundo que se tem uma coisa que estou reaprendendo esse ano é meu próprio gosto literário #comolidar.

Muito bem, vamos lá :D

1. Livro de infância preferido?
As Reinações de Narizinho, Monteiro Lobato.
Eu lembro de uma casa que meu vô morou quando eu era pequena, que tinha uma dessas garagens antigas no fundo, onde as pessoas guardam tranqueiras. Um dia, ele a abriu e tirou várias coisas de lá, que ele distribuiu entre os netos e filhos. Os livros do Monteiro Lobato, aqueles que tinham as iniciais do autor na lombada, vieram todos pra mim #Jufeliz

2. O que você está lendo agora?
The Adventures of Huckleberry Finn, Mark Twain.

3. Que livros você quer emprestar na biblioteca?
Já faz um bom tempo que eu não empresto livro de biblioteca. Desde que saí da faculdade, pra falar a verdade. Prefiro comprar eles, porque depois posso ficar com eles pro resto da vida <3
Mas gostaria de pegar A Idade da Razão, de Jean-Paul Sartre, porque não encontro para comprar mais :/

4. Hábito de leitura ruim?
Eu me entrego ao livro, assim, por completo. Posso sofrer pra cacete com a história, como aconteceu em Jogos Vorazes, ou posso me irritar e não conseguir ler, como foi em 50 Tons de Cinza. Não consigo ser uma leitora… Apenas observadora.

5. Qual foi o último livro que pegou na biblioteca?
Era um livro sobre comportamento do consumidor, para a faculdade.

6. Você tem um e-reader?
Tenho um iPad, ele serve para esse fim também.

7. Você prefere ler um livro por vez ou vários de uma vez?
Prefiro ler um livro por vez.

8. Seus hábitos literários mudaram desde que criou o seu blog?
Para ser sincera, acho que existem coisas mais importantes que moldam nossa conexão com a leitura. Pelo menos é assim na minha vida – livros tem um timing impressionante na minha vida e eu gosto de aproveitá-los. Por isso… Não.

9. Qual foi o livro que você menos gostou de ler esse ano?
Eu Me Chamo Antônio, Pedro Gabriel
A ideia é bem bacana, mas depois de um tempo você começa a se sentir envolto por citações vazias feitas para serem upadas em redes sociais… OH WAIT.

10. Livro preferido que leu este ano?
O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry
É, ok, pode me julgar. Eu só li esse ano XD~

11. Com que frequência você lê fora da sua zona de conforto?
Não sei responder essa pergunta. Estou tentando fazer isso mais agora. Buscar coisas diferentes…

12. Qual é sua zona de conforto literária?
Fantasia, provavelmente.

13. Você consegue ler em ônibus?
Consigo, no trem também :)

14. Lugar preferido para ler?
Qualquer lugar com uma sombrinha e um ventinho

15. Qual é a sua política de emprestar livros?
Empresto, uai. Mas se perder ou estragar, quero outro.

16. Você faz orelhas nos livros?
Algumas vezes :/

17. Você já escreveu nas margens dos livros?
Já.

18. Nem mesmo em livros didáticos?
Meus livros didáticos são o caos na terra. Cheios de marcações e post-its XD

19. Em que língua você prefere ler?
Inglês e português.

20. O que faz você amar um livro?
Os personagens.

21. O que te inspira a recomendar um livro a alguém?
A forma com que ele faz com que eu me sinta.

22. Gênero/tema preferido?
Fantasia, histórias assustadoras *-*

23. Gênero que você raramente lê?
Biografias, acho.

24. Biografia preferida?
Só li biografias para a faculdade e não curti XD

25. Você já leu livros de auto-ajuda?
Já… “Ele não está tão afim de você”, serve?

26. Livro preferido de culinária?
O Cookbook do Game of Thrones

27. Livro mais inspirador que leu esse ano (ficção ou não-ficção)
Laços, a Graphic Novel da Turma da Mônica por Vitor Cafaggi

28. Petisco preferido enquanto está lendo?
Sem comer em cima dos livros XD

29. Diga um caso em que a fama do livro destruiu a sua experiência.
Acho que isso nunca aconteceu comigo.

30. Com que frequência você concorda com críticas dos livros?
Poucas. Tenho o dom de ser do contra.

31. O que você acha sobre dar feedback negativo sobre um livro ou fazer uma review negativa?
Acho que todo feedback tem que ser bem argumentado. Bom ou ruim. A partir daí ele é livre para dizer o que bem achou do livro, oras.

32. Se você pudesse ler em outra língua, qual seria?
Francês, provavelmente.

33. Qual o livro mais intimidante que você tem?
Minha coleção do Game of Thrones me intimida. Sou dessas que se intimida pelo tamanho, confesso #trocadalhodocarilho

34. Livro mais intimidante que você está nervoso para começar?
Extremamente Alto Incrivelmente Perto, porque ele é importante para pessoas importantes para mim e eu tenho medo de não apreciar ele da maneira certa.

35. Poeta preferido?
Leminski, me julgue, Flavio.

36. Qual foi a maior quantidade de livros que você pegou da biblioteca de uma só vez?
Três, que é a maxima, sdds faculdade.

37. Quantas vezes você devolveu livros que não leu à livraria?
À livraria? Nenhuma. Quando eu compro eu fico com eles.

38. Personagens preferidos da literatura?
Coraline e Soluço Spantosicus III, por enquanto

39. Vilão preferido:
A besta do livro “O Livro das Coisas Perdidas”, pelo simples fato de ter me deixado apavorada com a ideia de algo que é assustador por não sabermos como é.

40. Livros que você leva em viagens:
O que eu estou lendo e o que eu escrevi pra minha amiga.

41. O maior tempo que você ficou sem ler livros:
Um mês, mais ou menos.

42. Um livro que você não terminou de ler:
O Diabo Veste Prada

43. O que te distrai quando você está lendo?
Gente falando

44. Adaptação preferida para filme?
As Vantagens de Ser Invisível. Achei muito bem feito e, em alguns aspectos, melhor que o livro.

45. Maior decepção com adaptação para filme?
Ahn… Avalon High, da Meg Cabot, serve? Acho que foram as 1h30 mais mal gastas da minha vida. E o livro era tão bonitinho.

46. Maior quantidade de dinheiro que já gastou numa livraria?
Olha… A primeira edição de Absolute Sandman foi R$250… De uma vez só, acho que foi isso.

47. Quantas vezes você folheia um livro antes de ler?
Tudo depende da vontade de lê-lo.

48. O que te faz parar de ler um livro na metade?
A falta de timing e, às vezes, o fato de eu não estar curtindo.

49. Você gosta de manter seus livros organizados?
Sim :D. Posso estar com tudo zoneado na minha vida, mas a prateleira eu gosto de arrumar!

50. Você prefere guardar os livros ou dá-los para alguém assim que terminou de ler?
Guardar :D. Mas também gosto de dar livros. Às vezes, se dar aquele livro pra outra pessoa significa alguma coisa pra mim ou pra ela, bom… eu vou dá-lo.

51. Tem algum livro que você está evitando ler?
Insurgente. Me processe, Gi!

52. Um livro que te fez ficar com muita raiva.
Zumbis vs Unicórnios… Porque é muito chato.

53. Um livro que você não esperava gostar mas gostou?
O Aprendiz de Assassino, da Robin Hobb

54. Um livro que você esperava gostar e não gostou?
Morto até o anoitecer, da Charlaine Harris

55. Literatura prazerosa preferida, sem culpa?
A série Os Karas, do Pedro Bandeira (sou dessas)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Quem é Você, Alasca?, de John Green



Férias de julho sempre foi uma coisa meio deprimente lá em casa. Meus amigos da escola desapareciam e a galera da rua ia viajar com suas famílias. Sobrava eu, o frio, a preguiça e as prateleiras empoeiradas da locadora da Dona Maria. 

Passava tardes inteiras apenas "descobrindo" os filmes que gostaria de alugar. Procurava títulos desconhecidos com atores muito cultuados, adaptações de livros, filmes que sabia que me causariam muito (muito) medo e, é claro, coletâneas de desenhos como Os Cavaleiros do Zodíaco. Meu pai (pão duro) não me deixava alugar muita coisa, mas eu espremia o que podia.

Numa dessas experimentações, encontrei o filme Sociedade dos Poetas Mortos. Não sei bem quantos anos eu tinha ou quanto da história realmente assimilei, mas lembro da sensação que ela causou - o colégio interno, as subversões, o álcool, as amizades, a poesia, os esconderijos, e a busca por si mesmo... "preciso fazer mais, preciso ser mais". 

Vou chamar a tal sensação de bittersweet, porque é doce e é amarga, como aqueles momentos bons que a gente guarda na lembrança, logo antes de um desastre acontecer (e porque a tradução - agridoce - não me agrada).

Ler Quem é Você, Alasca?, de John Green, foi exatamente como dar play em Sociedade dos Poetas Mortos. Sofri minha dose de raiva, de felicidade, de admiração, de nostalgia, de tristeza e até mesmo de frustração. E ao terminar o livro, mergulhei em bittersweetness.

Mesmo sabendo que muitos leitores fogem de livros assim, seja pelo medo de se sentirem tristes ou pela necessidade de utilizarem a literatura como "escape", vou ser teimosa e indicar Quem é Você, Alasca?, simplesmente porque, acho eu, todo mundo precisa pensar no seu "Grande Talvez" de vez em quando.


~ História


Miles Halter não curte livros de ficção, poesia ou romance. Ele se interessa é por biografias. Sua parte preferida é conhecer as últimas palavras dos famosos falecidos.

E embora isso possa soar muito legal e um supercomeçador de conversas, ele não tinha amigos. Quando sua mãe o forçou a ter uma festa de despedida, antes de começar o ano em uma colégio interno, ele não se surpreendeu com a fato de que apenas duas pessoas apareceram. E, mesmo eles, não o faziam sentir-se particularmente estimulado a conviver em sociedade.

Para Miles, o novo colégio era a chance de perseguir o que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de "Grande Talvez". E, de preferência, ainda vivo.

Ele tinha razão: ele faz amizade com seu colega de quarto, o Coronel, que o apelida de "gordo" (porque ele é um magrelo, taí a graça) e o apresenta para Alasca.

Alasca é o tipo de pessoa que todo mundo conhece em algum ponto da vida. O tipo de pessoa que você vai amar descontroladamente por todos os motivos errados: ela é linda, inteligente e tudo sobre ela causa uma ereção mental em sua pessoa. Inclusive seus problemas e traumas. Principalmente seus problemas e traumas. 


Se Miles fosse o Tom, ela seria a Summer.

E é aí que Miles, ou Gordo, começa a conhecer a vida além das páginas de suas biografias. A primeira birita, o primeiro trote, os primeiros amigos, o primeiro beijo, as primeiras transgressões... 


~ John Green


Esse foi o primeiro livro publicado, lá nos EUA, pelo John Green. Num dos vídeos do Vlog Brothers ele conta que demorou cerca de três anos para finalizá-lo e que a mania por "últimas palavras" de Miles só surgiu numa das etapas de revisão. Ele também diz que a história é baseada na sua própria adolescência.

Nessa Q&A ele conta outras coisas legais sobre o livro. Mas cuidado: é regado de spoilers!


~ Coisas do tumblr





ISBN: 8578273427
Skoob: link
Editora: Martins Fontes
Nº de Páginas: 229


sexta-feira, 29 de março de 2013

Divergente, de Veronica Roth


Ano passado, quando a adaptação de Jogos Vorazes estreou nos cinemas, a série foi vendida como "a grande sucessora de Harry Potter!!!" sinta a dramaticidade da pontuação. O que, a princípio, me deixou com um pé atrás. Afinal, quantas más experiências já não temos com tentativas de cópia, reinterpretação e reciclagens? Acontece que uma coisa nada tinha a ver com outra e, depois de ler os livros e assistir ao filme, conciliei o gosto pelas duas sagas.


As mãozinhas gordinhas da minha irmã, Gi ♥

Eis que começam os burburinhos sobre Divergente. "Quem gosta de Jogos Vorazes PRECISA ler Divergente", diziam. E, ok, eu entendo - ambas as histórias são distopias e têm uma personagem feminina principal. Ambas são escritas por autoras americanas. Mas se você, caro colega, tiver a chance de se desligar por completo de qualquer comparação do gênero antes de comprar/emprestar/baixar o livro de Veronica Roth, será muito mais feliz na sua experiência do que eu fui.

Isso porque, apesar de ter apreciado a leitura, eu mantive uma espécie "quadro comparativo mental", no qual media a narração de Roth com base na de Collins. A política das Facções com a de Panem. A personalidade de Beatrice com a de Katniss. E, por ser muito apegada à Jogos Vorazes, acabei não conseguindo me conectar tanto quanto poderia com Divergente.

Esses pássaros deveriam ser CORVOS. depois de ler, você entenderá!

Vamos ao resumo ~

As guerras esgotaram a sociedade como conhecemos e a busca pela paz tornou-se uma ferramenta de reconstrução. Numa Chicago "do futuro", as pessoas dividem-se em facções: Audácia, Amizade, Abnegação, Franqueza e Erudição. Uma para cada virtude humana que previne conflitos.

Assim, aqueles que acreditam que a responsabilidade da guerra é dos covardes, juntam-se à Audácia. Os que culpam a inimizade, vão para a Amizade. O egoísmo, para a Abnegação. A mentira, para a Franqueza. E a ignorância, para a Erudição. 

Nas escolas, as crianças aprendem sobre todas as facções. Como funcionam, o que prezam e como contribuem para o desenvolvimento da cidade. Cada grupo é responsável por um aspecto fundamental de sobrevivência - entre alimentação, segurança, educação, política e saúde. Até os 16 anos, os jovens devem viver segundo as regras das facções de suas famílias e, a partir daí, decidir, com a ajuda de um teste de aptidão, qual facção servir.


http://www.portoeditora.pt

A família de Beatrice Prior é da Abnegação. Para eles, a vaidade, a curiosidade e a autocomplacência são características a serem desencorajadas. Observar-se no reflexo do espelho, por exemplo, é só permitido de tempos em tempos, quando um corte de cabelo faz-se necessário. Apesar de valorizar a ideia do altruísmo, Beatrice sabe muito bem que aquilo não é algo intrínseco à ela.

Mas suas vontades e necessidades são o bastante para fazê-la abandonar a família e se jogar contra o desconhecido? Como fazer a escolha certa, quando seu teste de aptidão foi um completo fiasco? Afinal, como explica a contracapa, uma escolha pode mudar tudo.

Eu vou acrescentar à essa resenha algo que eu normalmente deixo passar: meninices. Bom, um dos atraentes do livro é o romance, é bom deixar claro. Beatrice está em constante mudança (hora é extremamente decidida e hora não sabe ao menos quem ela própria é) e Quatro, um personagem que, apesar de não estar completamente ligado com a linha central da história, é quem dá, de certa forma, forças para que a protagonista se transforme em quem ela precisa ser. A explicação para seu apelido é algo interessante, portanto vamos apenas dizer que, sim, você já o viu antes. E, sim novamente, ele é completamente apaixonante.


Draco, o meu companheiro de leituras, é da Audácia. E vocês?

Uma coisa que torna o livro um pouco cansativo é a repetição. O sentido da palavra "divergente", na trama, é desenvolvida de forma muito pulverizada, portanto a autora sente a necessidade e re-explicar os acontecimentos, como se estivesse com medo de que as informações importantes tenham se perdido no passado. O que, realmente, chega a acontecer.

Divergente é o primeiro de três livros. O segundo já foi lançado nos EUA e chega ao Brasil ainda esse ano. O terceiro tem previsão de lançamento para o segundo semestre. A adaptação para o cinema já tem atores escalados para os principais papéis e deve estrear ano que vem.


ISBN: 978-85-7980-131-0
Editora: Rocco
Skoob: Divergente